CUIMBA
Foi aqui nesta pequena aldeola que
vivemos ano e meio. Um aquartelamento sem grades, sem redes, sem
fronteiras. Três ou quatro casas coloniais, uns quantos barracões de
chapa zincada e o capim por vedação. O mato por ali era mato. Ao longe a
serra da Canda como cenário. A avenida da Liberdade atravessava o
aquartelamento, com o seu pavimento de areia avermelhada, começando no
términus da picada que vinha de S.Salvador e terminando na picada que
seguia para Coma e Luvaca, poisos dos aquartelamentos que albergavam
outros militares, outras companhias. Mais tarde o nosso batalhão
construiu um aldeamento para os nativos. Hoje Cuimba está diferente, é
uma vila com milhares de habitantes, vindos do Congo e de outra regiões,
fugidos da guerra fraticida que se estabeleceu. Aquelas casas coloniais
estão hoje destruídas e milhares de cubatas invadiram Cuimba. Espero
publicar em breve imagens do google terra que permitem ver a realidade
desta terra do norte de Angola.
CUIMBA
Recordar Cuimba é recordar "a viagem" ! A partida de Lisboa, o barco, o oceano, a chegada a Luanda, o Grafanil, as berliets e o desbravar das picadas a transbordar de capim. É recordar Ambriz, Ambrizete, Tomboco e São salvador.
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