Percorrer Lisboa é sempre um "gozo" para mim. Vir à cidade, deixar o carro no estacionamento e andar por essas ruas esquecidas pelo tempo. Há quanto tempo eu não vinha às avenidas novas com algum tempo para passear. Quase sempre era atravessá-las de carro, sem olhar para os lados, porque o trânsito assim o abriga. Desta vez, porém, pude dispor de algum tempo, entre a chegada e a entrada para a consulta médica. Arrumei o carro no parqueamento do antigo Monumental, agora um centro de negócios e comercial também. Do velho teatro e cinema nada resta, deram uma facada na cultura deste país e em vez da Laura Alves e do Vasco Morgado deram-nos um edifício de escritórios e lojinhas de pronto a comer. Espreitei o Saldanha, desci a Av. da República, entrei na Versailhes, dei de caras com o Galetto, desviei-me para a João Crisóstomo, percorri a Duque de Ávila com os seus novos passeios e esplanadas que vão até ao Arco Cego e voltei para a consulta. Lisboa continua a ter encanto e apetece de vez em quando calcorrear as suas ruas pelo empedrado da calçada portuguesa.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
REVISITAR LISBOA
Ir a Lisboa como eu vou, pontualmente todas as semanas, fazer a minha visita aos "petrogalenses" ou "Galpianos", como se queira chamar, não é ir propriamente a Lisboa. Descer a 2ª circular, voltar ali junto às torres de Lisboa, são cinco minutos apenas, e claro não estou na Lisboa profunda. Mas se arrumar o carro junto à loja do cidadão, caminhar até às Laranjeiras e apanhar o Metro já começa a fazer sentido. Sair na estação do Parque, reler as citações das ilustres personagem que estão inscritas na azulejaria dos corredores que nos levam da profunda escadaria até à António Augusto de Aguiar é um "dejá vu" de tantos anos de Metropolitano. A rua Filipe Folque, palco das minhas andanças está mais morta, não há Petrogal, não há Tribunal, os edifícios estão marcados pelas ausências e pelos riscadores de paredes. Fechou o restaurante Tório do meu amigo Jorge, ali na Tomás Ribeiro, o centro comercial City está moribundo, outras casas comerciais fecharam, em compensação outro centro abriu, mas as lojas exceptuando as de comedorias, estão fechadas. Mais à frente o centro comercial Imaviz sofre do mesmo mal, está deserto, uma tasquita ou outra aberta e o resto morreu. Imponente como sempre está o Sheraton, no alto dos seus vinte e tantos andares, se cheio ou vazio não sei, está apenas "solteiro" à espera que dos terrenos anexos nasce um outro companheiro tão ou mais magestoso que ele. Veremos. Lisboa, como de resto quase todo o país está assim:
de crise vestida e com um sorriso nos lábios.
Subscrever:
Mensagens (Atom)