terça-feira, 6 de novembro de 2012

REVISITAR LISBOA


Ir a Lisboa como eu vou, pontualmente todas as semanas, fazer a minha visita aos "petrogalenses" ou "Galpianos", como se queira chamar, não é ir propriamente a Lisboa. Descer a 2ª circular, voltar ali junto às torres de Lisboa, são cinco minutos apenas, e claro não estou na Lisboa profunda. Mas se arrumar o carro junto à loja do cidadão, caminhar até às Laranjeiras e apanhar o Metro já começa a fazer sentido. Sair na estação do Parque, reler as citações das ilustres personagem que estão inscritas na azulejaria dos corredores que nos levam da profunda escadaria até à António Augusto de Aguiar é um "dejá vu" de tantos anos de Metropolitano. A rua Filipe Folque, palco das minhas andanças está mais morta, não há Petrogal, não há Tribunal, os edifícios estão marcados pelas ausências e pelos riscadores de paredes. Fechou o restaurante Tório do meu amigo Jorge, ali na Tomás Ribeiro, o centro comercial City está moribundo, outras casas comerciais fecharam, em compensação outro centro abriu, mas as lojas exceptuando as de comedorias, estão fechadas. Mais à frente o centro comercial Imaviz sofre do mesmo mal, está deserto, uma tasquita ou outra aberta e o resto morreu. Imponente como sempre está o Sheraton, no alto dos seus vinte e tantos andares, se cheio ou vazio não sei, está apenas "solteiro" à espera que dos terrenos anexos nasce um outro companheiro tão ou mais magestoso que ele. Veremos. Lisboa, como de resto quase todo o país está assim:
de crise vestida e com um sorriso nos lábios.

Sem comentários:

Enviar um comentário