segunda-feira, 28 de maio de 2012

BAIRRO ALTO

Fui a Lisboa pela manhã, de combóio, porque a ida ao Bairro Alto é bem mais cómoda feita de transporte público do que levar a viatura e depois não ter lugar para estacionar. Continuo com esta imensa mágoa de ver toda a paisagem desde a Amadora até ao Rossio, desrespeitada por meia-dúzia de riscadores de paredes que em toda a extensão de muros e paredões inscrevem nomes, siglas e pseudo pinturas que nada tem a ver com os verdadeiros grafittis. A cidade está velha, as casas, velhas também, suportam o desvario desta "gente" que ao abrigo da noite desfiguram um bairro que tem o seu encanto. Percorri de táxi desde o Rossio até ao Saint Louis Hospital, passando pela av. da Liberdade, pela praça da Alegria, rua do Século e travessa dos Inglesinhos. À volta desci a pé a Rua Luz Soriano, até ao Camões e depois pela rua do Carmo fui apanhar o combóio à estação do Rossio. Está velha a cidade. E suja.

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